‘Chique é ser educada, ter opinião própria, ser autêntica, falar baixo’
Texto: Cris Sanches
Foto: Alessandro Maschio
Sabrina Scarpare era uma promissora estudante de jornalismo da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) quando a conheci. Foi na Educativa FM que a vi pela primeira vez, quando eu era presidente da emissora. Interessada em adquirir experiência profissional, ela conquistou um espaço na rádio como estagiária e se dedicou com afinco ao aprendizado.
Eu gostava da sua delicadeza, simplicidade, boa vontade em ajudar os colegas, sua educação refinada e de sua obstinação. Sabia que ela se tornaria uma grande profissional. A gente sabe quando está diante de alguém predestinado a isso. E meu faro de jornalista veterana mais uma vez funcionou: hoje, Sabrina Scarpare é uma prestigiada colunista social no jornal Gazeta de Piracicaba, veiculo da Rede Anhanguera de Comunicação (RAC).
Piracicabana da gema, nascida em 18 de agosto de 1980, essa leonina – uma das belas que eu conheço! – é casada com Oswaldo Luiz Rozante e, mesmo no auge da popularidade e do sucesso profissional, não perde a simplicidade e a generosidade que sempre me fizeram admirá-la. Acompanhe a entrevista.
Fazer coluna social pode parecer glamuroso (e muitas vezes é mesmo!), mas também tem seus ‘poréns’. O que é mais difícil na sua função?
Não é todo dia que sentimos vontade de sair à noite, de estar bem arrumada, de ver e conversar com bastante gente, não é?. E isso é um processo que faz parte do meu trabalho. Tem gente que fala: “Nossa… que pique que você tem… de novo em outra festa?” Mas eu estou trabalhando, é diferente.
O que você pensava que faria no jornalismo quando ainda era estudante?
Quando somos estudantes, não temos a dimensão sobre as diversas vertentes dessa área. Passei por rádio, televisão e há quatro anos escrevo a coluna social da Gazeta. Garanto que nunca passou pela minha cabeça ser colunista, mas quando veio a oportunidade, abracei a causa e hoje sou muito feliz em minha profissão.
Todo profissional se inspira em alguém bem-sucedido na sua área no início da carreira. Quem foi seu ‘modelo’?
Não tenho uma única pessoa que me inspirou. Li muitos jornais, revistas, internet, tudo para poder ‘sugar’ as informações e criar o meu próprio estilo. Acho que esse mix de ideias me ajudou muito, e continua ajudando.
Dá pra perceber quando alguém está tentando te bajular? Como você se sente quando isso acontece?
Isso é uma situação normal na minha área. Pessoas que gostam de sair nas fotos, ser destaque no jornal, bajulam sim e isso é perceptível. Mas não me incomoda. Acho que faz parte do trabalho e eu tenho me saído muito bem nessas situações.
Você frequenta muitos eventos, dos mais variados gêneros. O que uma festa legal não pode deixar de ter?
Gente bonita e feliz. Festa com pessoas sorrindo, simpáticas, bem arrumadas tem outra energia. Também não pode faltar música bem selecionada.
O que é uma mulher chique na sua opinião?
Chique é ser educada, ter opinião própria, ser autêntica, falar baixo…
E um homem elegante, como se comporta?
Se comporta com muito bom humor.
O que anda lendo ultimamente?
Estou adorando ler os textos do escritor gaúcho Fabrício Carpinejar. Indico o livro de crônicas Borralheiro – Minha Viagem pela Casa. Ele escreve coisas do cotidiano, situações pelas quais todos nós passamos, mas com o humor sempre em primeiro plano. Vale a pena.
Pra onde planeja sua próxima viagem?
Não sou de planejar viagens com muita antecedência. Deixo acontecer.
O que deixa você enfurecida?
Trânsito. Piracicaba está insuportável para dirigir.
O que te deixa ‘apaixonada’?
Estar ao lado do meu marido querido, meu companheiro e amigo. Amo muito ele.
Tem um sonho pra realizar? Qual?
Tenho a sorte de já ter realizado alguns dos meus sonhos. Tenho outros, claro, mas eles chegarão na hora certa!