
Melissa Oliver explica o que fazer após a demissão
‘Você está sendo desligado de suas atividades!’
Ouvir essa frase, que em bom português significa ‘está demitido!’, é uma experiência muito desagradável. Por pior que seja o emprego, após a demissão fica uma sensação amarga e abala a autoestima.
O profissional que passa por essa situação normalmente atravessa três fases distintas:
1) Anestesia
A pessoa aparenta tranquilidade, não demonstra nervosismo ou tristeza, mas na verdade é uma espécie de proteção que nosso corpo nos proporciona para ‘segurar’ a alta carga de estresse do momento.
2) Desamparo ou revolta
A intensidade desses sentimentos vai depender de alguns fatores como: personalidade, estrutura familiar, responsabilidades assumidas (filhos, dívidas, contas do dia a dia), etc.
3) Tristeza e/ou vergonha
Pode depender do motivo da demissão. Se o profissional entendeu que sua demissão foi injusta, a tristeza pode ser profunda e até culminar em problemas de saúde como depressão, hipertensão, fobias etc. No caso da demissão justificada ou até mesmo ‘amigável’, ainda assim, é comum sentir um pouco de vergonha de ter sido o ‘escolhido’ ao invés deste ou daquele colega.
Por isso, diante de sentimentos tão latentes aliados a fatores sociais e financeiros, muitos profissionais costumam negar sua infelicidade e seguir adiante de forma desorientada, seja aceitando qualquer proposta ou investindo em negócios sem medir as consequências.
Escolhas assim, impensadas e muito rápidas, podem comprometer seriamente a saúde financeira, emocional e física.
Como agir logo após o desligamento?
A orientação para pessoas recém-demitidas (justa ou injustamente) é ter paciência! Sair correndo para outro emprego ou negócio próprio sem antes digerir e entender suas emoções pode ser arriscado. É necessário certo período de ‘luto’ diante de qualquer perda, mesmo que seja ‘somente’ um emprego.
O apoio de familiares e amigos é fundamental na reconstrução da autoestima. Procurar profissionais especializados como coach, terapeuta ou psicólogo também pode ser uma boa oportunidade para ajustar o foco e planejar o futuro com mais segurança.
Fica a dica
Lutar contra o sofrimento causado por uma demissão e se ‘fazer de forte’ não facilitará a recuperação. Aceitar e entender seus sentimentos costuma ser o melhor caminho para uma reconstrução profissional mais sólida.

Sobre Melissa Oliver
Melissa Oliver é coach de carreira, psicodramatista, especialista em comportamento organizacional e gestão de pessoas. Atualmente, é mestranda em educação pela Unesp. Atua como professora de graduação e pós-graduação nas áreas de gestão de pessoas e coaching, além de ser autora do blog Melissa Oliver – Coaching com Psicodrama e do e-book Descubra se você ama o que faz.
Melissa Oliver – Coach de Carreira e Liderança
Confira os dicas mais recentes de Melissa Oliver, na coluna Dicas da Coach:
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